Publicidade divide o bolo para melhor vender ação de Agnelo

Da Redação com Agência Brasília
Se concurso é palavra de ordem, para Abimael Nunes transparência é tudo
Se concurso é palavra de ordem, para Abimael Nunes transparência é tudo
Em Brasília, a palavra de ordem é concurso. É um jogo democrático que vale tanto para oconcurseiro que sonha em garantir uma vaga no serviço público, como para quem vende serviços e produtos ao governo por meio de licitação. Embora em planos diferentes, não deixa de ser uma disputa. Todos sonham com a fatia do bolo, mas poucos chegam lá. Há 10 dias, entre as muitas sugestões de pauta que recebe, a equipe de Notibras.com saiu em campo para tentar destrinchar o intricado mercado publicitário do Distrito Federal, em especial a gorda verba destinada para essa área pelo Palácio do Buriti.


A primeira matéria dizia de um suposto esboço traçado em Salvador, destinado a melhor promover a imagem de Agnelo Queiroz e as ações do seu governo. Como o tema provocou alvoroço entre as agências de publicidade, uma segunda reportagem repercutiu, entre os grupos genuinamente brasilienses, aquilo que se convencionou chamar de invasão de estrangeiros, numa referência a grandes empresas de propaganda com sedes em outras praças que começam a abocanhar nacos suculentos do que se considerava uma reserva de mercado.
Enquanto Notibras.com tornava pública a reação das agências originárias da capital da República, a Agência Brasília, apêndice da Secretaria de Imprensa do Palácio do Buriti, preparava coincidentemente uma entrevista com Abimael Nunes, secretário de Publicidade Institucional do Governo do Distrito Federal.
Na entrevista, apresentada em textos condensados a seguir, o secretário manifesta justamente a preocupação em manter um processo democrático no investimento da verba publicitária, conforme orientação do próprio Agnelo Queiroz.
Para alcançar seus objetivos, lembra Abimael, a Secretaria de Publicidade Institucional prima, de um lado, pela qualidade e capacidade dos vendedores de imagem (as agências) e, de outro, dosexpositores desse produto, ou seja, jornais diários e semanários alternativos; revistas; emissoras de rádio e televisão; sites jornalísticos; blogs e a rede social de maneira geral.
Para justificar a opção por melhor dividir o bolo, Abimael lembra que na última década, a verba federal destinada à publicidade deixou de se concentrar em grandes veículos para contemplar também os jornais e rádios regionais e até novas mídias, como blogs e páginas na internet. E como não se trata de modismo, mas de uma lógica de mercado, Brasília trilhou o mesmo caminho, respeitadas as devidas proporções.
Veja a seguir trechos da entrevista do secretário de Publicidade Institucional à Agência Brasília.
Por que distribuir o bolo?
Abimael - No inicio da gestão, o governador Agnelo Queiroz determinou que deveríamos trabalhar para que a publicidade do GDF fosse a mais efetiva possível. Por isso, sem desconsiderar a importância dos grandes veículos, ampliamos e descentralizamos a presença publicitária do governo. O GDF já anunciava nos veículos de maior audiência, como as redes de televisão, os grandes jornais e as rádios mais ouvidas. O que fizemos foi aumentar a participação dos veículos comunitários nas campanhas, é óbvio que considerando a respectiva adequação. Hoje trabalhamos com mais de 200 veículos. Significa dizer que estamos no mais alto nível de democratização de investimento do mercado publicitário. Graças a esse trabalho, a Sepi recebeu o prêmio de destaque do ano pela Associação Brasileira dos Colunistas de Marketing e Propaganda.
E o que significa essa democratização?
Abimael - Significa que mais veículos de imprensa terão acesso às informações sobre o que o governo está fazendo e, consequentemente, os mais diversos públicos também receberão essas informações. Por exemplo, campanhas sobre febre aftosa, focadas no setor agrícola, no meio rural, exigem que a veiculação seja feita por meios de comunicação com maior penetração nesse público. Às vezes a veiculação é feita em emissoras de rádio e jornais comunitários. Outras vezes, por meio de outdoors ou mobiliário urbano [como paradas de ônibus]. Nesse caso específico do exemplo citado, as rádios se mostraram mais adequadas.
O retorno dessas campanhas é animador?
Abimael - Sim. Cada plano de mídia feito pela secretaria tem o objetivo de alcançar, pelo menos, 90% do público-alvo. Nossas pesquisas de pós-teste, como eu comentei, apontam que existe um recall [uma lembrança da marca, no jargão publicitário] de 99% da população, que tem informação sobre o GDF. Para se ter uma ideia, campanhas contra o crack, contra a dengue e pelo uso da faixa de pedestres tiveram grande aceitação pública e, por isso, atingiram seus objetivos.
O que se planeja para 2012?
Abimael - Como a secretaria tem a tarefa de divulgar as realizações governamentais, vamos seguir a linha de prestar contas à população sobre o que o GDF está fazendo no seu dia a dia. Queremos aperfeiçoar essa comunicação. Uma das medidas para isso é monitorar os horários de TV e rádio, para saber como planejar exatamente os horários das nossas inserções e, assim, garantir o máximo de eficiência, para que a população tenha ainda mais facilidade em assimilar nossas informações. Já em relação às campanhas de utilidade pública, estamos fechando um calendário para o ano inteiro para sabermos em quais momentos essas campanhas serão necessárias. Agora mesmo no começo de fevereiro, devido à proximidade do carnaval, vamos fazer uma campanha de conscientização para incentivar o uso de preservativos e evitar certas doenças.
Como é lidar com novas mídias, como sites e blogs?
Abimael - Uma boa comunicação pressupõe campanhas com maior penetração possível. Hoje não podemos desconsiderar a população que usa a Internet. As redes sociais, os blogs e os sites cada vez mais se consolidam como os melhores instrumentos para alcançar esse público. Então, se esses veículos se adequarem às campanhas publicitárias do governo, é importante que os utilizemos para disseminar as informações institucionais.
Alguma estratégia para o mundo virtual?
Abimael - No ano passado, a partir de demanda da Secretaria de Turismo, começamos uma campanha para intensificar o turismo no Distrito Federal. O início, de fato, ocorreu quando veiculamos um vídeo durante o Miss Mundo, que foi realizado em São Paulo e visto em mais de 60 países. Tivemos também ações no Rio de Janeiro, São Paulo, em virtude de eventos turísticos, e em revistas nacionais. E é claro que a internet é um instrumento importante para atrair turistas para o Distrito Federal. Neste sentido, a Secretaria de Turismo tem feito um trabalho excepcional de divulgação do Distrito Federal no Brasil e no Exterior. Nós a auxiliamos nessa tarefa, inclusive no que diz respeito à utilização de veículos on-line, como hotsites, entre outros.
 Fonte: NOTIBRAS
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