Quem precisa de oposição !!??

A petista Erika Kokay ignora mortes em hospital privado e prefere atacar a Saúde Pública

A deputada petista  Érika Kokay se une à críticos do GDF, abraça a ‘causa’ da Saúde Pública no DF, mas ignora mortes em hospital privado.
Nesta quinta, muitos políticos estranharam  a súbita atitude da deputada federal Érika Kokay (PT) de atacar com veemência a administração do Hospital de Base, através de ‘vistoria surpresa’. Quem ficou espantado mesmo foi o próprio PT com a atitude da companheira que elegeram para a Câmara dos Deputados.

É de se estranhar que, após duas mortes ocorridas no Hospital Santa Lúcia, a deputada que antes defendia os bancários e que agora ferozmente ataca a Saúde Pública no DF, não teve a mesma ‘disposição’ de criticar, denunciar ou investigar o caso, principalmente por fazer parte da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Talvez seja pelo fato de ela ter sido muito bem cuidada no hospital particular, após ter sofrido infarto.
Entretanto, nos bastidores da política brasiliense  corre a informação de que Érika Kokay  trabalha sob orientação do Sindicato dos Médicos, que estaria contrariado com decisões da Secretaria de Saúde  que tendem por acabar com a ‘farra dos atestados’ e da falta de médicos nas unidades de Saúde. Érika já esteve reunida com o Secretário-Adjunto da SES,  Elias Fernando Miziara para tratar de assuntos relacionados à Saúde. Miziara defende o modelo de gestão que vigora há anos no DF, e Érika ‘comprou’ a falsa ideia de que esta proposta ainda ‘funciona’. Entretanto ontem, mesmo sem querer,  a parlamentar atestou com os próprios olhos que o sistema precisa mudar. A principal reclamação da população é a ausência de médicos.
Vários diretores de hospitais regionais informaram ao blog que “muitos médicos querem a estabilidade do serviço público mas não querem pegar no pesado”. O  médico Julival Fagundes Ribeiro, diretor do Hospital de Base confirmou esta teoria ontem durante entrevista ao jornalista Cláudio Humberto, na Rádio Band FM.
Julival quer instalar o ponto eletrônico, atendendo recomendação do secretário Rafael Barbosa, para tentar acabar com a farra que perdura anos a fio nos hospitais públicos do Distrito Federal.  ”Médico que ingressa no serviço público, tem que trabalhar para o população. Não pode ficar entre o público e o privado. É preciso distinguir quem quer trabalhar daqueles que fingem trabalhar”, completou o diretor do Hospital de Base.
A disputa para manter o Sindicato dos Médicos  forte no DF é grande e conta com alguns aliados, de primeira e de última hora, contrários à gestão compartilhada com organizações sociais, tendência mundial. No governo de Arruda, por exemplo, políticos, promotores e médicos foram contra a terceirização do Hospital de Santa Maria. Atacaram com voracidade o contrato celebrado entre uma Organização Social e o HSAM. Tempos depois os mesmos se calaram diante dos resultados positivos que mostravam a satisfação da população diante do novo modo de gestão.
Infelizmente ao retornar para as mãos do GDF, o Hospital de Santa Maria retrocedeu. O número de atendimentos caiu vertiginosamente e a satisfação já não é mais a mesma. Os velhos vícios voltaram, e com eles, as manchetes nos jornais. Médicos existem, mas poucos comparecem realmente ao trabalho com dedicação.
Companheiros de partido de Érika Kokay, afirmam que ela precisa de holofote para se manter viva na Câmara dos Deputados e consequentemente tentar a reeleição em 2014. O silêncio oportuno de certo promotor  também chama atenção, assim como seu retorno aos holofotes.
Talvez a súbita visita de Érika e companhia ao Hospital de Base tenha revelado o silêncio dos nada inocentes. Afinal, Érika foi eleita com total apoio de Agnelo Queiroz e o PT, partido que hoje governa o Distrito Federal. Deveria, portanto, se somar às visíveis mudanças que ocorreram na Saúde, por exemplo, nos últimos 14 meses, e ter contribuído com ideias e projetos.
Mas as boas notícias não dão audiência nem voto, não é mesmo, companheiros? Por outro lado, por que não visitou os hospitais em que a situação flui muito bem, como o Hospital da Criança, por exemplo?!
Já falecido, o ex-governador de São Paulo, Mário Covas certa vez afirmou: “Há um enorme abismo entre política e politicagem. E há também a conhecida sacanagem que intriga, atrapalha, incomoda e retrocede. É mais fácil criticar que ajudar a construir”.
É a mais pura verdade. Com companheiros assim, quem precisa de oposição?
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