| Foto: Divulgação |
Estudo realizado pela Codeplan mostra a evolução da mortalidade no Distrito Federal e Entorno; No Distrito Federal houve o crescimento de 26,5% nas mortes comparadas com 2010 a 2000; no Entorno, o número de óbitos em 2010 foi de 3.921, 56, 3% a mais que o verificado nos anos 2000
Levantamento organizado pela Codeplan mostra a evolução da mortalidade na área metropolitana. O estudo que compara o ano 2000 com o ano de 2010 tem o intuito de orientar os gestores na adoção de medidas preventivas, principalmente em relação às causas de mortes evitáveis.
O documento levanta informações do Distrito Federal e também de municípios do Entorno como Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cidade Ocidental, Formosa, Luziânia, Novo Gama, Padre Bernardo, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás.
No Distrito Federal ocorreram 10.840 óbitos em 2010, 26,5% a mais que o observado em 2000. No Entorno, o número de óbitos em 2010 foi de 3.921, 56, 3% a mais que o verificado em 2000.
O documento mostra, por exemplo, tanto no DF como no Entorno, que os homens morrem mais precocemente que as mulheres, sendo que esses diferenciais foram maiores na região do Entorno.
Para o presidente em exercício da Codeplan, Salviano Guimarães, a disponibilização desse trabalho é fundamental para a elaboração de políticas públicas. "Os dados são importantes e demonstram que estamos em um processo de evolução na qualidade de vida da população. Já existe uma parceria do DF, Goiás e até de Minas Gerais, principalmente no incentivo à indústria. Se investirmos na geração de empregos na área vizinha ao DF e formação de mão de obra teremos um desenvolvimento mais harmônico, com tendência de queda nas causas de mortalidade", disse ele.
Segundo a Codeplan, o estudo da mortalidade é importante na medida em que possibilita conhecer e acompanhar as mudanças epidemiológicas de uma população, além de contribuir para a formulação de políticas públicas para a área de saúde. Os indicadores foram elaborados utilizando os dados sobre mortalidade, coletados pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM, do Ministério da Saúde).
O estudo observou diferenças entre os grupos de causas de morte nas regiões: no Distrito Federal o grupo de doenças do aparelho circulatório foi o principal grupo de morte em todo o período; no Entorno, o principal grupo de morte foi o das causas externas.
Outro ponto a ser destacado é o fato das causas mal definidas ainda constarem entre as principais causas de morte nos municípios do Entorno, principalmente entre os óbitos do sexo masculino, o que aponta a necessidade de aprimoramento na definição das causas de morte, a fim de permitir melhores e mais efetivas políticas públicas com o intuito de reduzir os níveis de mortalidade na região.
As análises dos riscos de morte apontaram diferenças relevantes entre as regiões analisadas, apontando mudanças entre o risco de morte da população da região do DF e da AMIB. As taxas padronizadas revelaram que, em 2000, o risco de morte foi 7% maior para a população do DF quando comparado à população da AMIB. Em 2010, esse risco mudou, ou seja, o risco de morte para a população da AMIB passou a ser 18,5% maior que o do DF.
Fonte: Site Brasilia 247 com informações da Codeplan.
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