| Foto: Divulgação |
Loteamento de área pública renderia até R$ 20 milhões; a área total do parcelamento seria dividida em 336 lotes; os grileiros venderam no mínimo 141 lotes ilegais antes de serem detidos
A Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e a Delegacia do Meio Ambiente (Dema) prenderam quatro homens suspeitos de serem responsáveis pelo parcelamento e venda ilegal de terrenos em área pública em Sobradinho.
O flagrante ocorreu nesta terça-feira 24 no Condomínio Bouganville, que fica em local conhecido como Rota do Cavalo. A área total do parcelamento é de 10 hectares e seria dividida em 336 lotes. Com o valor médio cobrado por cada unidade girando em torno dos R$ 60 mil, a renda total pelo empreendimento ilegal poderia chegar à casa dos R$ 20 milhões.
Os homens detidos eram corretores de uma imobiliária localizada em frente ao condomínio Império dos Nobres, às margens da BR 020, em Sobradinho. O flagrante ocorreu enquanto eles tentavam vender lotes no condomínio irregular. Com os suspeitos, foram encontrados mapas, cessões de direito falsas e recibos de pagamento.
Os quatro serão indiciados por crimes de parcelamento irregular e formação de quadrilha. Uma perícia foi realizada no local pela Polícia Civil para verificar se houve também crime ambiental. Além deles, outras três pessoas foram encaminhadas à delegacia. Dois seriam funcionários do condomínio e outro era um provável comprador de um terreno irregular. Eles foram ouvidos e depois liberados. Devem constar como testemunhas no inquérito.
Informações apontam que a ocupação da área ocorre há pelo menos 10 anos, mas o parcelamento irregular é recente. Lá foi verificada a abertura de nove ruas e a demarcação de lotes no meio do cerrado, em área que deveria ser destinada somente a chácaras. Uma equipe fez o sobrevoo da área de helicóptero para verificar a situação. Após consulta à Terracap, foi confirmado que parte da área é pública. A partir daí a Polícia Civil foi acionada e houve o início da organização da operação conjunta que resultou na a prisão dos responsáveis.
"Conseguimos impedir o surgimento de um parcelamento irregular e prendemos os responsáveis pela venda graças ao trabalho conjunto entre a Seops e a Dema. A intenção é realizar cada vez mais esse tipo de ação conjunta para inibir a ação dos grileiros e iniciarmos um novo marco no combate a ocupações irregulares no Distrito Federal", afirma Nonato Cavalcante, diretor de Operações de Vigilância da Seops.
Ao menos 141 lotes teriam sido vendidos, de acordo com mapa apresentado pelos supostos corretores envolvidos no esquema (em anexo). Eles marcavam em vermelho as unidades já comercializadas. Os tamanhos variavam entre 400 m² e 800 m². Como garantia era oferecida apenas uma "cessão de direito", documento que não dá posse legal da área e que era utilizado para ludibriar os compradores.
Fonte: Brasilia 247
Comentar usando Google
Comentar usando Facebook