Alagoas registra 16 denúncias por mês de homofobia



[caption id="attachment_4673" align="aligncenter" width="320"] Foto-Divulgação[/caption]



Até ontem, o Disque-denúncia (100) nacional tinha contabilizado 48 ligações durante os 90 dias passado







Comitê de enfrentamento à homofobia será lançado no ano que vem em Alagoas




Alagoas registrou nos últimos três meses, 16 denúncias de homofobia. Até ontem, o Disque-denúncia (100) nacional tinha contabilizado 48 ligações durante os 90 dias passados. A informação é do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), por meio do presidente da entidade, Nildo Correia.


Para combater e prevenir situações de violência contra o público LGBT foi discutido na manhã de ontem, a criação do comitê de enfrentamento à homofobia, que segundo representantes, deve ser lançado em fevereiro do próximo ano.


De acordo com Nildo Correia, um dos objetivos do comitê, é acompanhar a implementação dos termos de cooperação técnica de combate a homofobia ou sensibilizar o Estado para sua assinatura, bem como acompanhar os casos de discriminação e violência homofóbica relatados diretamente ao comitê ou ao sistema de Segurança Pública.


O secretário-adjunto de educação de Maceió, Marcelo Nascimento, frisou que uma nova reunião agendada para o dia 16 de janeiro que vem, irá definir o dia do lançamento do comitê, inclusive com a presença da ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.


Ele explicou que dentro do comitê haverá sete grupos de trabalho que discutirão sobre questões sociais, políticas públicas para o público LGBT, articular soluções, além de monitorar e fiscalizar os casos de homofobia em Alagoas.


De janeiro até ontem 320 assassinatos de homossexuais foram registrados no Brasil, sendo 18 em Alagoas, destes, conforme Nildo Correia, apenas quatro foram concluídos por meio de inquérito policial pela Civil. Indagado sobre o último crime ocorrido em Maceió, no bairro do Jacintinho contra Almir Durval dos Santos, de 27 anos, executado dentro de sua residência, o presidente do GGAL informou que o inquérito estaria parado, pois: “há uma falta de interesse da Polícia Civil de Alagoas de investigar crimes envolvendo o público LGBT, mas isso é histórico e vem desde a década de 80”, lamentou.


O comitê também prever trabalhar a temática de direitos humanos, orientação sexual e identidade de gênero nos cursos universitários, nas formações dos profissionais de segurança pública, do sistema penitenciário, do sistema sócio-educativo, da Justiça e da rede de assistência social. A reunião do dia 16 de janeiro acontece no CEAGB, no bairro do Farol, em Maceió, às 14h.


O Disque 100 funciona, diariamente, das 8h às 22h, inclusive nos finais de semana e feriados. As denúncias são  analisadas e, após, encaminhadas aos órgãos considerados competentes. A ligação é gratuita e preserva a identidade.

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