LCD X OLED



<br /><br /><br /><br /><br /><br/>Finíssima TV OLED da Sony: qualidade da imagem da LCD já supera a da provável sucessora<br /><br /><br /><br /><br /><br/>Foto: Reuters
Finíssima TV OLED da Sony: qualidade da imagem da LCD já supera a da provável sucessoraD se mantém firme na guerra contra a tecnologia OLED


Fabricantes enfrentam problemas para tornar a OLED mais barata


 

Reuters





SEUL — Tudo indicava que o LCD morreria aos poucos e daria lugar ao OLED, tecnologia que garante telas mais leves, finas e resistentes em toda sorte de aparelhos, do smartphone à televisão. Mas o LCD não só resiste firme como apresenta imagens cada vez melhores. Ao mesmo tempo, os principais fabricantes de telas OLED, de espessura semelhante a de um cartão de crédito, enfrentam dificuldades para baratear a tecnologia e produzi-la em larga escala.


Samsung e LG, líderes no segmento OLED, apresentaram este ano televisores que trazem a tecnologia. As telas têm 55 polegadas, mas o preço dos aparelhos beira US$ 10 mil — dez vezes superior ao do LCD —, impedindo a popularização dos aparelhos.


As telas OLED, usadas por exemplo nos smartphones das linhas Galaxy S e Note da Samsung, surgiram como as prováveis sucessoras do LCD em todo tipo de eletrônicos. Além de consumirem menos energia e terem imagens de maior contraste, a OLED tem o potencial de tornar os celulares do futuro praticante inquebráveis, porque são finas e maleáveis como uma folha de papel. No entanto, fabricantes de OLED ainda não resolveram os principais desafios tecnológicos para reduzir de custos e assim concorrer melhor contra o LCD.


A tecnologia LCD, presente em 90% dos televisores, continua a evoluir e não mostra sinal de que deixará a briga pelo posto de padrão global. Isso acontece menos de uma década após praticamente ter liquidado as telas de plasma.


— O OLED ainda tem um longo caminho à frente para se popularizar, já que precisa ficar maior e melhorar a imagem — opiniou Chung Won-seok, analista da HI Investment & Securities. — O uso de OLED continuará limitado às telas de pequeno porte por mais três anos, pelo menos. A presença em televisores de preço acessível só será possível de 2014 em diante, mas mesmo assim haverá o risco de acirrada concorrência com LCD, tecnologia que continua a melhorar.


A consultoria DisplaySearch prevê que serão precisos mais quatro anos para que o OLED tenha 10% do mercado mundial de telas.


Guerra de pixels impulsionada pela Apple


As telas LCD já oferecem qualidade de imagem até quatro vezes superior à das telas OLED, além de consumirem menos energia que a rival, o que atrai parte dos fabricantes de smartphones e tablets.


A Apple mudou os padrões do mercado ao adotar telas de resolução mais alta no iPhone e iPad, que continuam a ser a referência de LCD no mercado e obrigaram os concorrentes a melhorar as respectivas telas.


Analistas da Macquarie preveem que a Apple adotará telas de alta resolução no MacBook Air e no iMac no ano que vem, acelerando a adoção de telas superiores no setor.


— É só questão de tempo até que fabricantes de notebooks de primeira linha, como a Sony, Toshiba e Samsung, adotem telas de alta resolução para concorrer com o MacBook — escreveu Henry Kim, analista da Macquarie, em recente nota a clientes.


Os concorrentes estão atentos: a HTC lançou o smartphone Droid DNA com uma tela de 440 ppi (pixels por polegada, na sigla em inglês), a mais nítida de um produto desse tipo, bem superior aos 330 ppi do iPad e aos 326 ppi do iPhone 5. O Samsung Galaxy S3 tem tela OLED com resolução de 306 ppi.


— A guerra dos pixels é excelente para os fabricantes de LCD — disse Kim Byung-ki, analista da Kiwon Securities. — Fabricantes como a LG Display, Samsung, Sharp, AU Optronics e Chimei (Innolux) vão todos se voltar para produtos de maior qualidade, e isso restringirá a oferta e elevará a lucratividade", acrescentou.





 
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