De alvo a homem-bomba


Agnelo Queiroz ensaia sua participação na CPI do Cachoeira como quem tem o dia marcado para um acerto de contas. Ele não engoliu a aprovação do requerimento de convocação para prestar esclarecimentos no plenário da comissão.
Acredita ter sido acertado por uma bala perdida disparada pela desarticulação da base de apoio da presidente Dilma Rousseff no Congresso, um recado de insatisfação dos partidos aliados. A oposição mirou no PT e acertou Agnelo. Ele era o alvo disponível para um embate duro com o PSDB, às vésperas das eleições municipais.
Os congressistas esperam um governador na defensiva, mas ele se prepara para jogar no ataque. Está disposto a falar. O motivo da ira: é difícil se sentar na cadeira de acusado ou de testemunha da CPI, independentemente do contexto, sem tomar pedradas. Mas ele vai elevar o tom com os adversários.

Fonte: Eixo Capital/Ana Maria Campos/Lilian Tahan/ Correio Braziliense
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