Por determinação do governador Agnelo Queiroz (PT), os deputados federais do PT, Paulo Tadeu (que ocupava a Secretaria de Governo) e Geraldo Magela (que ocupava a Secretaria de Habitação), voltam hoje para a Câmara dos Deputados. Os aliados seguem para a Casa com duas missões importantes. A primeira, a votação do Orçamento de 2013. A segunda, o fortalecimento político de Agnelo em relação à CPMI do Cachoeira. Segundo fonte, a estadia dos secretários – agora só deputados – na Câmara deve ter prazo de validade. Para fortalecer essa tese, as nomeações dos adjuntos das pastas sairão publicadas hoje no Diário Oficial do DF. Mas, há quem aposte todas as fichas que os deputados acabarão não voltando mais para o GDF. Pegos de surpresa com a decisão do governador, os suplentes voltarão às suas vidinhas normais. Policarpo é presidente do PT-DF. Augusto Carvalho, presidente interino do PPS.
A licença, em princípio, teria prazo definido. Seria, para ambos, de duas semanas. Resolveu-se que ficará mais longa. O Buriti pretende que eles acompanhem a votação da Lei de Diretrizes Orçamentária, estratégica para a obtenção de verbas pelo GDF. O prazo para votação da lei se estende até 17 de julho. Ao menos em tese, retornarão ao Governo do Distrito Federal. Mas foi o que bastou para gente malvada, do próprio Buriti, afirmar que, uma vez instalados no Congresso, poderá haver mudanças. Um deles seria tentado a ficar por lá mesmo. Talvez até os dois. Afinal, terão tempo para isso.
Com o retorno de Magela, que está no terceiro mandato, e de Paulo Tadeu, que passou apenas alguns dias por lá após a posse, perdem a vaga os atuais deputados Augusto Carvalho e Roberto Policarpo. Augusto pertence ao PPS, agora rompido com o Buriti, mas a saída de Policarpo, presidente regional do PT, precisou ser cercada de cuidados.
De qualquer forma, o governador Agnelo Queiroz garantiu que deixarão chapéus nas cadeiras. Serão substituídos por seus secretários adjuntos.
A chamada aos dois constitui um movimento estratégico. Representa o reconhecimento, por parte do PT, que a convocação de Agnelo Queiroz para depor na CPMI do Cachoeira é menos um problema do governador e mais uma questão do partido. Até os mármores do Congresso sabem que a ida de Agnelo à comissão teve como origem o descontentamento de partidos aliados ao Planalto, além de um cochilo da liderança petista.
A chamada aos dois constitui um movimento estratégico. Representa o reconhecimento, por parte do PT, que a convocação de Agnelo Queiroz para depor na CPMI do Cachoeira é menos um problema do governador e mais uma questão do partido. Até os mármores do Congresso sabem que a ida de Agnelo à comissão teve como origem o descontentamento de partidos aliados ao Planalto, além de um cochilo da liderança petista.
fonte:247/alôbrasilia/com adptações
Comentar usando Google
Comentar usando Facebook