João Gomes (PT) e Roberto do Órion (PTB) vão ter que trabalhar muito neste segundo turno para vencer as eleições. A meta é conquistar a maioria dos votos dados aos demais candidatos (que não foram para o segundo turno) cuja soma é de 87.561 votos. O alvo vai ser alcançar e convencer aqueles eleitores para votarem em um dos dois programas. A tendência natural seria a metade optar por um e a outra metade para o outro, mas essa conta não interessa para o candidato do PTB, que precisa conquistar pelo menos 59% daqueles eleitores.
Para João Gomes (PT) a meta é buscar pelo menos a metade dos eleitores que votaram nos candidatos que não foram para o segundo turno, ou seja, em torno de 43 mil daqueles votos. Na pior das hipóteses, Gomes não pode conquistar menos do que 42% daqueles eleitores e Roberto precisa de pelo menos 59% deles.
As estatísticas mostram que quem vence no primeiro turno, vence com certa facilidade no segundo, mas há casos ao contrário, ou seja, do segundo colocado virar o jogo, mas é raro isso ocorrer. Normalmente a virada ocorre quando há um forte apelo contra o primeiro colocado, o que força uma espécie de união entre os eleitores, cujos candidatos não passaram para o segundo turno.
A tendência recorrente é o aumento do número de abstenção no segundo turno, principalmente porque sem a disputa para vereador, muitos eleitores deixam de votar. Quem leva mais eleitores para votar em uma eleição municipal são os candidatos a vereadores. No segundo turno não há essa participação. Se a campanha for muito forte e o apelo do segundo colocado for convincente, pode ser que a abstenção caia. Para João Gomes, quanto maior for a abstenção melhor.
Para o eleitor ante PT, a opção vai ser votar em Roberto. No entanto, para os eleitores menos radicais contra o PT, não vai fazer muita diferença deixar de votar em João Gomes para votar em Roberto do Órion, que ocupou cargo no governo petista de Dilma Rousseff. Ele ocupou a presidência da Conab, autarquia do Governo Federal.
Na visão da ciência política, não existe um motivo muito forte que justifique votar em um novo que não é tão novo assim em política. Roberto do Órion é aliado, de primeira hora, do deputado federal Jovair Arantes, um dos políticos mais profissionais de Goiás e que representa a velha guarda da política goiana.
João Gomes (PT) é de um partido desgastado a nível federal, mas conta com o apoio de Antônio Gomide, que mesmo sendo do petismo ortodoxo, traz consigo a fama de ter revolucionado a administração municipal, mudando por completo a cara de Anápolis.
É um quadro sem apelo popular para votar nesse ou naquele candidato, por isso a tendência natural vai ser o aumento da abstenção e mesmo que a maior parte dos eleitores dos candidatos que não foram para o segundo turno, vote com o candidato do PTB, essa maioria não deve ser expressiva, o que pode elevar o favoritismo para João Gomes. De qualquer maneira será menos de um mês de campanha acirrada em Anápolis, cada voto sendo disputado com muita garra.

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