Ao contrário de João Gomes, Iris Rezende poderá contar com o apoio integral dos petistas sem sofrer qualquer desgaste com esse fato. Iris vai ter o PT sem ser do PT, já João Gomes vai contar com o ate petismo porque é do PT. No entanto, o fator mais importante não é ser ou não PT ou ante PT, mas na matemática.
Para um segundo colocado no primeiro turno virar o jogo, é necessário que haja um forte apelo popular. Em Anápolis o clamor mais forte é do ante petismo e em Goiânia não existe qualquer tipo de clamor. Mas fora tudo isso, vamos à matemática. A tendência natural é o vencedor do primeiro turno receber o apoio de 60% dos eleitores dos candidatos não classificados para o segundo turno. Sem um motivo forte para detonar Iris, a tendência é que ele possa receber 60% dos votos dos demais candidatos, o que transformaria a vitória do PMDB em uma tarefa relativamente muito fácil.
Além da idade, que vem pesando contra Iris, vamos considerar que ele não recebe os votos de 60% daqueles eleitores, mas sim 50%. Desta maneira, sua vitória seria igual a vitória do primeiro turno, ou seja, com 60 mil votos de diferença. Mas vamos supor que a situação inverta e Vanderlan possa conquistar 60% dos eleitores cujos candidatos não foram para o segundo turno. Nesse caso, Iris venceria o seu concorrente com uma diferença de 21.210 votos. Dificilmente esse fato ocorre com o vencedor do primeiro turno, já que em quase todos os casos quem vence no primeiro turno, conquista a maior quantidade de votos no segundo turno.
No entanto, vamos pensar em uma catástrofe, ou seja, que Vanderlan consiga algo incomum de levar 65% dos votos daqueles eleitores. Mesmo diante de algo quase sobrenatural, Iris venceria Vanderlan com uma diferença de 2.223 votos. Para simplificar o argumento de que a vitória de Iris, vencedor do primeiro turno em Goiânia seria menos difícil do que a de João Gomes, vencedor do primeiro turno em Anápolis, é que Iris mesmo obtendo apenas 35% dos votos dos eleitores dos candidatos que não foram para o segundo turno, em Goiânia, Iris venceria na capital. Já em Anápolis, João Gomes vai precisar de pelo menos 42% dos eleitores que votaram nos candidatos não classificados para o segundo turno.

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